ago 16 2012

Entrevista para a Revista Tema

Category: divulgação,entrevistas,Sem categoriaAndrews F.G @ 18:26

Visualização da revista online: http://tema.serpro.gov.br/pub/serpro/index.jsp?ipg=1160

Download (pdf):  http://tema.serpro.gov.br/temp_site/edicao-38.pdf

Agradecimentos a Regina Faria da Revista Tema, que realizou a entrevista comigo. Obrigado pela gentileza.

Texto:

Cenas do projeto Rain Down, o multicam do Radiohead 44 JUL/AGO 2012 show da banda Radiohead foi tão bom que, ao chegar em casa, a vontade era de continuar curtindo o som, relata Andrews Ferreira Guedis, lembrando­ se do evento de 2009, em São Paulo.

Comecei a caçar vídeos que as pessoas tivessem gravado e postado na internet. Fiz a junção de alguns trechos e coloquei no Youtube?, conta Andrews. No dia se­guinte, minha caixa de e-mail estava lotada, com muita gente pedindo o DVD completo?.

Meses de­ pois, o fã disponibilizaria na rede vídeos extensos não só do show paulista, mas também do carioca, com a compilação de mais de 700 arquivos grava­ dos por celulares e outros dispositivos móveis, enviados por cerca de 400 expectadores.

A crítica elogiou o trabalho, destacando a mul­tiplicidade de olhares em uma edição dinâmica, que valoriza a pulsação da música e o efeito da platéia contagiada?.

Andrews continuou a fazer o que os adeptos chamam de multicam, sempre de bandas que lhe agradam como Smashing Pumpkins ou Muse.

E respeitando a premissa sagrada de distri­buir o produto final gratuitamente, além de menci­onar o nome de todos os que enviaram material para cada música.

Quando edito, tento utilizar os arquivos do maior número possível de pessoas?, acrescenta Na­ lini Vasconcelos, que começou a fazer multicams com a mesma motivação de Andrews: ter mais material da banda preferida após o show.

Nalini co­meçou recrutando material dos amigos e hoje faz vários trabalhos colaborativos, entre os quais se destaca uma multicam do show do U2, que teve apoio para divulgação do site U2br, para o qual escreve.

Hoje em dia, em todo o país, tem sempre alguém editando um vídeo colaborativo desses?, constata Nalini. E a idéia também tem muitos adep­tos pelo mundo, em escalas variadas.

O recurso de contar com a diversidade dos olha­res da platéia para compor vídeos criativos acabou sendo incorporado por produtores, tanto de grandes estrelas da música quanto de artistas do merca­ do independente.

O site oficial de Michael Jackson exibe um vídeo para o qual colaboraram 1500 fãs, que aparecem dançando e cantando como o ídolo fazia, em uma homenagem póstuma ao cantor.

Com menos trabalho de edição, mas facilitando muito a interatividade instantânea, a banda australiana C­Mon & Kypski disponibiliza uma página com o passo a passo para que o internauta ligue sua webcam e envie seus frames, imitando os gestos dos integrantes da banda.

Feita dessa forma, a vídeo música More Is Less já tem quatro minutos de duração, algumas centenas de colaboradores e a perspectiva de crescer indefinidamente.

Talvez pela atual facilidade de coletar imagens, a multicolaboração em forma de vídeo é a que mais rapidamente se encontra na internet.

Mas a idéia de criar coletivamente parece ter sua gênese na música e no sonho de escrever um texto em grupo, idéias que estão vivas na rede desde o início dos anos 2000.

Em 2002, por exemplo, Tom Zé lançou o álbum Jogos de Armar, contendo um CD conven­cional e um segundo disco com trechos de instru­mentos e vozes abertos à utilização de quem se interessasse, com um literal ?convite a meter a mão?.

Já Hermeto Pascoal liberou em seu sítio as partituras de sua obra, acompanhadas de autoriza­ção de próprio punho para o uso de todas as músi­cas e um apelo para que ?aproveitem bastante?.Em outros endereços, como no colaborativo Overmixter, há espaço para compartilhamento de samples e remixes.

Porém, essas ferramentas ainda não são utilizadas em todo seu potencial, segundo Felipe Obrer, consultor de comunicação que estuda o mundo multicolaborativo.

Iniciativas como premiações e eventos são necessárias para animar a criação coletiva.

Há sempre o problema do tempo disponível dos criadores e a necessidade de alguma forma de
retorno, não necessariamente monetário, para que essas iniciativas continuem pulsantes?,
constata Felipe.

Artesãos Digitais Em termos de escrita, projetos de autoria coletiva continuam a surgir na internet, embora seja muito freqüente encontrar textos que não resultaram em publicações como originalmente se pensou.

Apesar dessa constante, há projetos como o Join2write, construído por portugueses, que prima pela organi­zação e está em plena atividade colaborativa: pro­ põe tema, estilo, tamanho e faz uma prévia seleção dos textos enviados pelo site da iniciativa para fazer parte de um livro colaborativo.

O grupo já conta com três de sete capítulos projetados e permanece aberto à participação de escritores interessados.

Iniciativas de arte colaborativa produzida pela rede, seja a edição de multicams ou de livros
escritos a várias mãos, encontram tradução em linguagem poética nos 25 tópicos que compõem o Manifesto dos Artesãos Digitais, publicado em 1997 por Ri­chard Barbrook e Pit Schultz.

Diz seu primeiro artigo: ?Somos os artesãos digitais.

Vamos homenagear o poder prometéico do nosso trabalho e da nossa imaginação moldando o mundo virtual.

Hackeando, codificando, fazendo design e mixando, nós cons­truiremos um mundo conectado por nosso próprio esforço e inventividade?.

Cenas do projeto Behind the Mask, dos fãs de Michael Jackson(1); e cenas do multicam do U2 360º (2)

ROTEIRO DE ARTE COLABORATIVA

De multicam de show de rock a reflexões sobre a autoria coletiva, confira alguns pontos de partida para conhecer mais sobre produções em grupo ?


out 31 2011

Direto de um TCC: “O Projeto Rain Down como um Fenômeno da Cibercultura”

Category: divulgação,entrevistas,matériaAndrews F.G @ 18:05

Realmente sempre me surpreendo ao buscar sobre o projeto Rain Down na web. Toda vez que procuro pelo termo no Google, encontro alguma coisa nova ou vários links que citam o projeto como inovador e pioneiro. É muito bom saber que quase após 3 anos do show do Radiohead no Brasil, nada foi tão marcante quanto aquela apresentação da banda e como os vídeos desse projeto o deixaram eternamente frescos na memória das pessoas que estiveram lá.

Mas um dos resultados me chamou muito atenção nesses dias, encontrei um trabalho de TCC para um curso de Comunicação Social – Jornalismo baseado em toda história de criação, produção e conceito do Projeto Rain Down. O trabalho foi realizado por Leonardo AraújoDannilo Duarte para a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, de Vitória da Conquista, Bahia.

Localizei o documento no formato PDF e notando em seu texto, é citado que ele foi apresentado no XIII Congresso de Ciências da Comunicação, em Maceió/AL, em junho desse ano.

É emocionante saber que o Rain Down alcançou tanto prestigío, agradeço novamente pela dedicação e divulgação.

Alguns trechos interessantes do trabalho:

“Trata-se de uma espécie de “artesanato digital”, conforme o termo cunhado por Barbrook e Schultz (2007) em um manifesto divulgado na Web. São trabalhos que dialogam com os produtos da indústria cultural, ao mesmo tempo em que se revelam bastantes distintos da formalidade ou dos compromissos com uma produção anterior, na medida em que flertam com novas linguagens disseminadas em escala global. ”

“É preciso emitir em rede, entrar em conexão com outros, produzir sinergias, trocar pedaços de informação, circular, distribuir” (Lemos, 2009, p. 40).”

“Em Rain Down, pela primeira vez, nada foi combinado ou organizado anteriormente, nem passou pelo filtro “de qualidade” do artista. Não havia nenhum acordo das pessoas filmarem o show para um DVD. As imagens foram feitas de forma espontânea, capturando as diferentes percepções de quem estava na apresentação. A edição também foi totalmente realizada por um admirador da banda. ”

“Percebe-se que assim como o Rain Down surgiu de maneira não planejada, a produção feita pelas redes telemáticas é, muitas vezes, fruto de experimentação dos indivíduos que povoam o ciberespaço e que esse ciclo de mudanças continua em curso. Por ser uma experiência conduzida pela própria comunidade, é interessante acompanhar as mudanças e delineamentos da produção cultural nesses novos ambientes para que seja possível desfrutar de todas as suas potencialidades.

O documento pode ser baixado na íntegra por aqui (.pdf – 363 KB)

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jun 01 2011

[Vídeo] Top 10 MTV – Especial Clipes Ao vivo – Projeto Rain Down

Category: divulgação,dvd feitos por fãs,mtv,vídeosAndrews F.G @ 18:33

Programa do dia 27/05/2011

Assista na íntegra no site da MTV:
http://mtv.uol.com.br/programas/top10/videos/top-10-41


maio 03 2011

[Vídeo] Mod MTV – Colaborativismo – Projeto Rain Down

Category: divulgação,vídeosAndrews F.G @ 13:25


Ver no site da MTV

Segundo episódio do Mod MTV, que fala sobre o movimento do Colaborativismo, proporcionado pela Internet. O projeto Rain Down é citado pelo programa como um dos exemplos mais legais até que o “A Day in the Life“, criado pelo próprio YouTube.

Obrigado MTV/ModMTV novamente pelo apoio e carinho ao meu projeto. Muito feliz em saber que nós brasileiros sempre damos exemplo de criação e inovação nesse turbilhão de informação que é a Internet.


nov 08 2010

[Matéria] Link – Estadão – Todos por todos

Category: crowdsourcing,divulgação,matériaAndrews F.G @ 12:47

Todos por todos

Por Ana Freitas

Imagina conseguir organizar gente do mundo todo para financiar o seu empreendimento. Centenas de pessoas doando pequenas quantias de dinheiro que, somadas, atingem o valor necessário para colocar sua ideia em prática. Dá pra fazer isso no Kickstarter.com, uma plataforma de crowfunding, uma modalidade de crowdsourcing.

No Kickstarter, os idealizadores do Diaspora, uma espécie de Facebook de código aberto, apresentaram seu projeto e definiram o objetivo: eles precisavam de US$ 10 mil em doações. As 6.479 pessoas que deram dinheiro para os estudantes da Universidade de Nova York foram bem além. Eles arrecadaram mais de US$ 200 mil.

O crowdsourcing – contração dos termos em inglês “crowd”, multidão; e “source”, fonte – está espalhado por toda internet. Todo site ou serviço online que depende da boa vontade ou da colaboração de muita gente ao mesmo tempo é uma iniciativa que emprega a força da multidão – e são exemplos de crowdsourcing a Wikipedia, o Yahoo! Respostas e os mapas colaborativos do Google.

Nacional. A novidade é que essa tendência está finalmente funcionando por aqui. O melhor exemplo até um ano atrás era a versão em português da Wikipedia, mas isso tem mudado nos últimos meses. Programadores, empresários e grupos independentes começaram a colocar em prática projetos que contam com a multidão conectada como força-motriz.

E, principalmente, porque estas multidões começaram a se engajar e produzir. Além da Wikipedia, surgem por aqui outros casos de sucesso em crowdsourcing. Como o da Fiat, que desenvolveu um carro em Creative Commons usando sugestões de mais de 17 mil pessoas, ou o Queremos Belle & Sebastian no Rio, projeto independente de fãs da banda escocesa que se uniram para financiar, sozinhos, a vinda do grupo para shows no Brasil.

Inspirados em iniciativas que deram certo, startups brasileiras na área estão começando a dar as caras. Conheça algumas delas.


Link para a matéria completa: http://blogs.estadao.com.br/link/todos-por-todos/

Agradecimentos a Ana Freitas pela divulgação do projeto e pela excelente matéria dessa segunda-feira no caderno Link.


out 14 2010

[Matéria] Hiatocriativo.com – Radiohead – Rain Down

Category: divulgação,matériaAndrews F.G @ 12:15

Pra quem não viu, Rain Down é o projeto colaborativo responsável pela gravação do show do Radiohead no Brasil. Áudio original com edição de imagem de diversas câmeras e celulares do público. Foi uma das melhores ideias de distribuição de conteúdo on-line que vi ano passado.
Perdi o show, mas o Rain Down está aqui, ó:

Será que rolará algo parecido com o show do Paul McCartney?

Link original: http://blog.nilothiago.com/post/1306012207/radiohead-rain-down


set 21 2010

[Entrevista] Andrews F.G – Revista Eletrônica Souza Lima

Category: divulgação,entrevistas,matériaAndrews F.G @ 21:51

O rock nacional perdeu a identidade

Para Andrews FG, idealizador do projeto Rain Down e guitarrista da banda independente Refink, as grandes gravadoras apostam apenas na questão comercial

Por: Paula Witchert

O cenário do rock brasileiro já não é o mesmo. Longe de letras com conteúdo político e contestações ideológicas que normalmente marcam a juventude, o estilo traz no século 21 uma nova roupagem, mais preocupada com a questão visual. Segundo o guitarrista e webdesigner da Folha de S. Paulo Andrews Ferreira Guedis, ou simplesmente Andrews FG, “o rock foi enlatado como um produto jovem que não fala nada além de gastar e ir ao shopping. Virou uma coisa sem movimento, sem mensagem, apenas algo para ganhar dinheiro da molecada que gosta de ouvir um som. Bandas como CPM22 e o próprio movimento hard core mudaram bastante. Todos conhecem estas bandas e elas ganharam um caráter mais comercial quando foram para a mídia. Se você investigar quem lidera o estilo hoje, verá que são produtores que comandam também outras vertentes da música, como Kelly Key e etc. São apenas produtos.”

Idealizador e integrante do grupo independente Refink, Andrews diz que “a educação no país é tão complicada que o próprio termo música universitária é a resposta disso: é só uma tentativa de criar alguma coisa. O sertanejo que eu conheço é o de raiz, composto em Goiás com violão e não o Zezé di Camargo cantando É o amor. Já existia um mercado muito comercial na música e sempre foi muito descarado. O Pop brasileiro está aí para provar isso. O rock está do mesmo jeito, temos bandas aparecendo no Faustão e participando de quadros para falar sobre a família e a proposta do rock não era essa. Em outros países decaiu um pouco também, mas não tanto quanto no Brasil.”

As diferenças no rock em especial se mostram não apenas no comportamento dos grupos e do mercado, mas também nas letras, “as bandas atualmente não falam de problemas, mas sim de uma coisa lúdica do tipo, ‘tá tudo lindo’ e ‘deixa a vida me levar’; e as coisas não são bem assim. O Refink tenta mostrar a realidade de uma forma agressiva, mas é um grito nosso. As pessoas falam que nas letras há coisas com as quais elas se identificam”, defende Andrews.

Embora a mudança comportamental e musical dos novos grupos de rock seja visível se comparada aos anos 70 e 80, Andrews também atribui as dificuldades ao próprio cenário independente: “as casas de show só chamam bandas que lotam, não sei se é só no Brasil porque eu não conheço o espaço lá fora. Já aconteceu de cortarem o nosso som no meio por uma cota de cinco ingressos que não foram vendidos. Mas o espaço mesmo no cenário independente é muito difícil e o status comercial também. Hoje se ganha dinheiro com shows, mas para você conseguir tocar em algum lugar precisa ser conhecido, caso contrário tem que pagar ou vender ingressos. Se não vender, é tratado como amador.”

Uma das alternativas para um maior poder de escolha na hora de consumir música é a internet, “hoje todo mundo pode gravar suas músicas em casa e colocar na internet para as pessoas baixarem”, afirma Andrews. A questão colaborativa do mundo virtual ganha espaço e aos poucos cria um novo conceito de sociedade e diferentes formas de consumir música. O projeto Rain Down, liderado por Andrews – DVD show do grupo inglês Radiohead em sua passagem pelo Brasil, construído a partir de imagens amadoras registradas pelos fãs através do celular é prova disso, com centenas de trechos de vídeo enviados de diversos países e cerca de 24 mil visualizações no You Tube. “Quando eu iniciei o projeto eu fiz um site e divulguei em redes sociais, depois não precisei fazer mais nada, apenas recebia o material que as pessoas enviavam”, declarou Andrews.

Embora tenha balançado o cenário musical e a imprensa especializada, o Rain Down não é um divisor de águas. Segundo o próprio Andrews, a banda Nine Inch Nails já havia feito algo semelhante: “O vocalista da banda filmou quatro shows e disponibilizou para os fãs fazerem o DVD. Ele saiu da gravadora e não podia lançar o material porque algumas músicas faziam parte do contrato. Ele liberou as filmagens para os fãs editarem e eu participei da elaboração das legendas. Pessoas de diversos países colaboraram, mas o trabalho levou um ano para ficar pronto.”

andrewsfgO Nine Inch Nails não foi a única banda a levar a sério a proposta colaborativa de divulgação na internet. O próprio Radiohead “disponibilizou o CD para baixar e deixou os fãs decidirem quanto deveriam pagar”, explica Andrews. Na MPB, o cantor e compositor Gilberto Gil, possibilitou em seu site que os fãs produzirem vídeos de forma que todos tivessem acesso e  disponibilizou o CD gratuitamente para download. “É um cara que lidera este movimento da internet na MPB, que é um estilo que está sobrevivendo. Ele tem umas ideias muito loucas relacionadas à internet, que eu mesmo queria ter”, diz Andrews.

No quesito divulgação, as redes sociais surgem como bons artifícios para os grupos independentes: “Teve a fase do Orkut quando toda banda tinha um perfil, mas hoje não se usa mais para isso. O Myspace ainda é forte para as bandas porque possibilita colocar músicas sem precisar baixar ou procurar. O Facebook é bastante utilizado porque é forte e é no mundo inteiro, mas o Twitter é a grande bola da vez: é o curto e grosso da internet onde você consegue se atualizar em minutos. Nós também temos um canal de TV, que nada mais é do que os bastidores da banda, gravados com câmera de celular, mas bem editados”, afirma Andrews.

Em termos de produção musical, a internet também propõe diversas saídas: “A diferença de uma banda de gravadora para uma independente é simplesmente o som que ela toca. Tem grupos independentes com material gravado equivalentes às de estúdio. A diferença é que bandas como NX Zero e Fresno tem produção e vínculo comercial maior. Quem é independente e tem público e espaço, dificilmente vai para a gravadora. Como a Gloria que se sustenta no independente, mas é profissional e tem suporte, não é tão pequena assim. É claro que grupos de gravadora são mais equipados com infraestrutura, mas possuem um vínculo comercial completamente amarrado e as bandas se tornam meras funcionárias de quem contrata”, sinaliza Andrews.

Enquanto a rede propicia uma produção mais diferenciada, o espaço nas grandes mídias ainda se restringe: “Tem banda que nunca fez uma música e está fazendo sucesso porque apareceu na novela. Não há espaço para compositores, só se criarem um movimento, como aconteceu com a Legião Urbana e outras bandas que vieram de Brasília, que conseguiram espaço depois que as produtoras viram que deu certo. Mas hoje não existe isso, as bandas que tocam por aí passam batido”, conclui Andrews.

Embora a democracia da internet permita uma maior liberdade tanto de quem produz, quanto de quem ouve música, Andrews alerta: “sem internet banda independente não existe. O problema é que hoje você tem milhões de bandas, sendo muitas amadoras e fica difícil saber quem tem talento. A internet criou muito espaço e a qualidade foi afetada. Mas o meio independente sempre foi assim, as bandas existiam e ninguém sabia delas, agora as pessoas conhecem mais, todo mundo pode criar um site e divulgar seu trabalho.”

Além da disputa de mercados assinalada pelas grandes gravadoras, contrapondo com o aspecto libertário da internet, Andrews defende também que a produção e principalmente o consumo de música está relacionado à questão educacional: “O brasileiro não costuma discutir muito sobre o que ele gosta, ou se é bom ou ruim, ele é muito modista. Se alguma coisa está sendo ouvida por todo mundo ele vai ouvir e cantar também. Não vai refletir sobre aquilo, são poucos que fazem isso. Se você prestar atenção em algumas músicas que tocam por aí, dá até medo!” – exclama.

Questionado sobre as novas formas de produção e de distribuição musical, Andrews declara que o primeiro álbum do Refink, com previsão de lançamento para este ano, pretende trazer inovações: “Com certeza nós não faremos só um CD tradicional para entregar em porta de ‘barzinho’. Nós já temos bastante material produzido, mas tivemos problemas com o baterista e agora estamos gravando com bateria eletrônica e procurando um substituto. É difícil, pois o tempo que nos sobra é curto e não trabalhamos integralmente com a banda. A ideia é distribuir pela internet, mas misturar com elementos de vídeo para cada música, não como um clipe, mas como algo para acompanhar a trilha sonora do CD, um conceito novo. Mas vamos vender também em formato físico para não morrer de fome.”
Link original: http://www.slrevistaeletronica.com.br/giro/o-rock-nacional-perdeu-a-identidade.html


set 08 2010

[Vídeo] TV Cultura – Metrópolis

Category: divulgação,matériaAndrews F.G @ 15:13

Programa – 07/09/10 – Radiohead

Banda disponibiliza download gratuito do DVD do show realizado em Praga, em 2009

Projeto Rain Down é citado na matéria do programa.

Link original: http://www.tvcultura.com.br/metropolis/programas/51117


set 07 2010

[Matéria] Folha – Radiohead permite download grátis de show filmado pelos fãs

Category: divulgação,dvd feitos por fãs,matériaAndrews F.G @ 1:28

Mais de 60 pessoas filmaram com suas próprias câmeras o show que o Radiohead fez em Praga em 2009 para editar um vídeo de download gratuito, algo que seduziu a banda britânica a ponto de não somente apoiar a iniciativa como também ceder o som do espetáculo.

Webdesigner monta vídeo colaborativo do show do Radiohead em São Paulo

Os fãs gravaram o show –do qual será lançado um novo álbum antes do fim de 2010– realizado na capital da República Tcheca em 23 de agosto de 2009.

Além de ceder o som e permitir a gravação do espetáculo, os músicos britânicos também apoiaram a iniciativa divulgando o link para o download do show em seu site oficial.

Tal como se explica no link para o download, o objetivo do vídeo era filmar a banda ao vivo usando o máximo possível de ângulos. Mais de 60 fãs contribuíram com o trabalho fornecendo os vídeos do show em Praga.

“Pelos fãs e para os fãs”, resume o site. No entanto, é proibido usar o vídeo do show para fins comerciais, pois o objetivo é “compartilhar e curtir”.

Os internautas poderão baixá-lo em diferentes formatos ou assisti-lo em streaming pelo YouTube.

O site deste projeto agradece ao Radiohead por aceitá-lo e permiti-lo, um gesto que “demonstra o quão perto (a banda) está de seus fãs e o quão ótima ela é”.

J. Scott Applewhite/AP
Os integrantes da banda Radiohead

Link original: http://www.folha.com.br/il794876


set 06 2010

[Matéria] Radiohead libera DVD ao vivo de graça

Category: divulgação,dvd feitos por fãs,matériaAndrews F.G @ 16:32

radiohead_praga.jpg

O aviso na capa da página especial “Radiohead Live in Praha” é direto: venda estritamente proibida. O Radiohead usa novamente a internet para entrar em contato com seu público, desta vez para liberar a distribuição gratuita de um DVD – feito por fãs, para fãs – de mais de duas horas de duração que registra a apresentação da banda em Praga, na República Tcheca, em agosto de 2009.

Cinqüenta pessoas se juntaram para registrar o show com câmeras portáteis e o resultado foi editado por profissionais com áudio oficial liberado pelo próprio Radiohead. Você pode baixar em alta qualidade gratuitamente gratuito nos formatos DVD, AVI, MOV (para iPad e Apple TV), MP4 (para iPhone e iPod) e Quicktime. Assista ao trailer aqui e baixe o DVD completo aqui.

Este projeto de fãs da República Tcheca tem o mesmo mote de um projeto brasileiro, o Rain Down, que registra a passagem antológica do Radiohead pelo Brasil. Conforme explica o site, ”a edição é toda feita com vídeos amadores gravados por pessoas que estavam lá ou publicaram conteúdo em sites como Youtube”. O conteúdo ainda está disponível e você pode baixar gratuitamente aqui.

Setlist do show em Praga:

01. 15 Step
02. There There
03. Weird Fishes/Arpeggi
04. All I Need
05. Lucky
06. Nude
07. Morning Bell
08. 2+2=5
09. A Wolf At The Door
10. Videotape
11. (Nice Dream)
12. The Gloaming
13. Reckoner
14. Exit Music (For A Film)
15. Bangers and Mash
16. Bodysnatchers
17. Idioteque
18. Pyramid Song
19. These Are My Twisted Words
20. Airbag
21. The National Anthem
22. How To Disappear Completely
23. The Bends
24. True Love Waits
25. Everything In Its Right Place

Link original: http://screamyell.com.br/blog/2010/09/06/radiohead-libera-dvd-ao-vivo-de-graca/

Escrito por: Marcelo Costa


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